120 BPM - Cleber Eldridge

quarta-feira, 16 de maio de 2018

120 BPM

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O presidente do júri do Festival de Cannes em 2017, era ninguém mais, ninguém menos que Pedro Almodóvar, um dos maiores nomes do cinema mundial, para muitos o Grande Prêmio do Júri foi uma marmelada, para outros foi mais do que justo, o próprio Pedro Almodóvar mencionou em uma entrevista, que sua escolha foi o filme 120 Batimentos por Minuto,  de Robin Campillo mas, como se tratava de um júri, acabou nas mãos de Ruben Ostlund.

O filme de Robin Campillo é o olhar de um determinado momento na França, mais propriamente dito, sobre o grupo ACT UP, movimento formado nos anos 90 por jovens engajados na luta pela defesa e auto-prevenção da AIDS, esse é o ponto de partida, logo nos primeiros minutos somos apresentados a uma porção de personagens, que servirão para a narrativa desnudar as diversas facetas da doença e suas facetas diante dos que a contraíram, assim como para os que não carregam o vírus.

O diretor traça um caminho muito peculiar, por um lado, ele poderia ser didático ou panfleteiro, Campillo não economiza nas palavras, logo nos primeiros minutos do filme somos bombardeados com diversas informações, rostos em cena e decisões já sendo discutidas e tomadas pelos integrantes do movimento, tudo com muita câmera na mão, iluminação natural, cenas fechadas, tudo isso causa uma estranheza de inicio, o diretor toma decisões corretas e mostra que o filme é um amplo painel do homossexualismo na França dos anos 90.

Os que imaginam um filme denúncia ou panfletário estão totalmente enganados, esse é talvez o filme mais importante de 2017, as cenas das discussões deixam claros, dois lados ou mais de dois lados, e o diretor se isenta de qualquer coisa, Campillo enriquece seu filme com o despertar da emoção e comoção que apenas o cinema é capaz de extrair de uma história com tamanho alcance, esse é um filme importante, um filme que deveria ser exibido em escolas publicas em todos os cantos do mundo, um filme que precisa ser discutido, Campillo fez um filme arrebatador, mesmo que não tenha emplacado entre os indicados ao Oscar, ganhou outros inúmeros prêmios no decorrer do ano, resumindo é um filme que em muitos anos, ainda será usado como estudo.

3 comentários:

  1. Oie Cleber =)

    Vou confessar que não sou do tipo que acompanha muito esse tipo de premiação. Mas com certeza, nem sempre a "eleição" de melhor filme é justa ou 100% confiável.

    Acho que nos bastidores deve rolar muita troca de favores.

    Beijos;***
    Ane Reis | Blog My Dear Library.

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  2. Olá, Cleber.
    Não vou emitir minha opinião porque não entendo nada do assunto hehe. Quanto a sua pergunta lá no blog leio uma média de quinze livros no mês.

    Prefácio

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  3. Me deu vontade de assistir. Adorei a resenha!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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